sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

2022

Rios secam e colheitas param de crescer. O verão é quase eterno e no inverno não neva mais. Há água na beira do oceano e neve nas montanhas. O progresso no deserto continua parado. Aonde foi que perdemos a vontade? Isso não é um teste, isso é uma parada cardíaca. Um mundo muito orgulhoso para admitir os próprios erros. Caímos no chão, perdemos a fé.

O ar que respiramos se transforma no ar que nos sufoca. Epidemias disparam dentro de nossas casas, que afundam e se tornam cemitérios para os animais que maltratamos andar e cagar. Do que mais precisamos para saber que isso não é um teste e sim um ataque cardíaco. Um mundo muito orgulhoso para confessar o seu pecado. Beijam o chão enquanto perdemos os favores.

Eis a chance de acertar as coisas. Nos curvaremos ou colocaremos as leis no lugar? Não há meio termo. Não há compromisso. Traçamos a linha! Tudo está para explodir. Luzes se apagam. A covardia de fugir e a estupidez de encarar com o excesso de coragem não são opções. Fazer nada, se acomodar, se esconder. o que fazer?

Se atenha aos seus pecados. Viva com convicção a maneira que você escolheu para se matar. Não despreze a capacidade do ser humano de ser individualista, ou vai se machucar antes da hora. Veja, viva ao extremo, vença. Lute. Perca. Aprenda. Por mais que nada disso te torne imortal, a ilusão de uma vida após a morte pode te confortar quando você contar os dez últimos batimentos do seu fraco coração.

Nenhum comentário:

Postar um comentário